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Quando foi a última vez que você desejou, ardentemente, ouvir o que um político tinha a dizer? Se faz muito tempo, é porque a maioria dos líderes políticos, de nosso mundo hodierno, está muito distante da capacidade de convencimento encontrada, por exemplo, no primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), Winston Churchill, ou no presidente norte-americano, do mesmo período, Franklin Delano Roosevelt. Nesse sentido, o presidente Getúlio Vargas, por sinal, também se destacaria em nossos dias.

As afirmações acima são do cientista político e doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Carlos Melo, durante palestra intitulada “Cenário Político e Econômico do Brasil”, que ocorreu na Sede Social da Unafisco Nacional em São Paulo, na tarde de 14 de maio. Para ele, política tem tudo a ver com sedução e comunicação.

Tal encantamento faltaria à presidente Dilma Rousseff, que seria uma espécie de gerente do País, segundo Carlos Melo. O fato de a presidente ter fechado canais de comunicação de tradicionais agentes da sociedade, de acordo com o palestrante, não a impediria de ser considerada a “fragilmente favorita”, nas eleições que se aproximam. Se vencer o pleito, talvez o fôlego comece a faltar, visto que o PT está no poder há 12 anos.

O cenário do País com a vitória do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, seria interessante do ponto de vista da alternância do poder e do presidencialismo de coalizão, isto é, de acordos entre partidos políticos para se alcançar um determinado objetivo. No caso de o terceiro grande candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), sair vencedor da eleição, poderia haver no Brasil uma conciliação entre as forças derrotadas, seria um “governo de unificação”, além de também contribuir para a alternância do poder.

Seja como for, a única certeza é de que 2015 será um ano bem difícil, “turbulento”, nas palavras do cientista político. O desafio do futuro presidente será obter superávits primários robustos, terá que diminuir despesas e aumentar receitas. Economia à parte, lembremo-nos de que, para a esperança despontar no Brasil novamente, é preciso dar espaço para um projeto de nação, que existe e se encontra na forma dos anseios da sociedade.

Presenças. Pela Unafisco Nacional, Amilton Paulo Lemos (presidente); Kleber Cabral (1º vice-presidente); Massumi Takeishi (Finanças e Contabilidade); Edith Ascenção Pereira Benvindo (adjunta de Finanças e Contabilidade); Icléa Camargo Lima (Assuntos de Aposentadoria, Pensões e Assistência Social) e pela Delegacia Sindical de São Paulo do Sindifisco Nacional, Lauro Yamashita (Administração).