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Os servidores públicos podem ser atingidos direta ou indiretamente pelo governo. A forma direta é quando o governo se recusa a valorizar a categoria, procrastinando benefícios à Classe, como ocorre com a regulamentação da indenização de fronteira, que está na geladeira. A maneira indireta é mirar no sindicato. E foi exatamente isso que a presidente Dilma fez, ao vetar o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 5/2014 do Senado, que trata da liberação para exercício da atividade sindical.

Para o governo, são os sindicatos que devem custear essas liberações, mesmo que isso implique em um ônus insustentável, como é o caso. Para contornar o problema, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) agendou reunião com o senador Paulo Paim (PT/RS), em 16/7, que teve a presença dos diretores da DEN do Sindifisco Nacional, Ayrton Eduardo Bastos (primeiro vice-presidente); Mário Pinho (secretário-geral) e Castelo Bessa (adjunto de Assuntos Parlamentares) e do diretor de Comunicação da Unafisco Nacional, Alcebíades Ferreira Filho, entre outros.

O senador se comprometeu a agendar reunião entre o Fonacate e o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ricardo Berzoini, na busca de uma solução. O governo deve colocar a mão na consciência e mudar o tom que vem adotando com a Classe.