A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) foi autuada pela Receita Federal e teve que pagar a quantia de R$ 3 milhões, incluindo multa, juros e impostos devidos, por sonegação de Imposto de Renda.

Segundo apurou a Folha de São Paulo, a acusação é que a entidade máxima do futebol nacional usou despesas como financiar “jornalistas, membros do Judiciário, familiares de dirigentes e outros não envolvidos nas atividades da CBF” – trechos do próprio auto de infração – para abater no balanço anual. Tais gastos não são dedutíveis, ao contrário de pagamentos relacionados à saúde, educação, entre outros.

O subterfúgio foi investigado desde 2002, um ano depois da abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da CBF. A resposta emitida foi que os custos eram “essenciais e incorridos no intuito de realizar seu objeto social”. Outra justificativa da CBF foi que “a exposição pública e divulgação geram patrocínios e nada mais natural do que proporcionar passagens e hospedagens a pessoas relacionadas com esses contratos”.

A solicitação não só foi recusada como gerou multa de 75% do valor devido. Em suma, a dívida seria de R$ 3 milhões, quando foi paga em 2009. O processo, por ser da esfera administrativa, foi tratado com sigilo (ao menos, foram duas derrotas no Ministério da Fazenda).

Muitas das irregularidades expostas foram relacionadas a gastos advocatícios e, inclusive, foram computados gastos de interesse particular do presidente Ricardo Teixeira. O que é um agravante pois o abatimento seria processado para a pessoa física e não jurídica.