O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, admitiu ontem, em almoço com um grupo de deputados federais, que o governo terá de mexer nos impostos sobre as operações de crédito para baratear o custo do dinheiro. Segundo ele, a pesada carga de tributos é um dos motivos de o spread bancário — diferença entre o que é pago aos investidores e o que é cobrado dos devedores — ser elevado. Nas contas do BC, juntos, os impostos representam um terço da composição do spread. “O Brasil é um dos únicos países do mundo que tributam a intermediação financeira. Isso realmente provoca distorções”, disse Meirelles, conforme relato de parlamentares. A redução de impostos está sendo avaliada há meses pela Fazenda. Mas, até agora, nada avançou.

Meirelles também informou, segundo o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), que o BC concluiu uma audiência pública sobre a indústria de cartões de crédito. Foram apresentadas 57 sugestões que serão avaliadas. Até o fim de setembro o BC deve divulgar um relatório sobre o tema, pois há pressão para que os cartões de crédito, que cobram taxas de juros abusivas, sejam regulamentados.

O número
57 sugestões para regulamentar o setor de cartões de crédito foram recebidas pelo BC