Nos próximos dias 13 e 14/11, ocorre o 1° Encontro Nacional de Mulheres de Carreiras de Estado na sede da Escola de Administração Pública (Enap), em Brasília/DF. O objetivo do evento, que é patrocinado pela Unafisco Nacional, entre outras entidades, é debater a representação de mulheres na administração pública e construir uma agenda de paridade de gênero nas carreiras de Estado.
Participarão do evento a diretora-adjunta de Convênios e Serviços da Unafisco Nacional, Auditora Fiscal Maria Carmen Fantini, e a Auditora Fiscal Letícia Capellano, que é representante do movimento Auditoras Ativas pela Receita Federal do Brasil. As duas estarão no painel Diagnóstico da situação das mulheres em carreiras de Estado, em 13/11, às 14 horas.
De acordo com Carmen, “esse primeiro encontro traz de forma mais concentrada o debate de um assunto que já tem estado em pauta, que é a questão do trabalho da mulher e as dificuldades e as diferenças em relação às oportunidades que são disponibilizadas para os homens. Quando a gente olha os números da Receita Federal, de forma concreta, você consegue observar a sensação que a gente já tinha de que a carreira é, em sua grande maioria, masculina. Inevitavelmente, as melhores oportunidades acabam vindo para os homens, seja porque eles são maioria, seja porque na condição de homens eles têm mais disponibilidade para assumir os cargos, o que não quer dizer que eles tenham mais competência. É importante a gente focar aqui e frisar que isso não é uma disputa sobre quem é mais competente no trabalho. De jeito nenhum. Cada um tem o seu espaço. Cada um tem as suas habilidades. E a discussão é sobre você possibilitar que as mulheres tenham iguais condições de demonstrar as suas habilidades de gestão, as suas habilidades de conduzir as equipes (…). Isso quer dizer que as mulheres são menos capacitadas, e por isso elas estão em chefias menores, de equipes menores? Não, absolutamente. Mas quer dizer que a elas, talvez, só sejam oferecidas chefias menores, ou, muitas vezes, significa que elas só podem se predispor a assumir este tipo de chefias por questões de família, porque tem filhos para olhar, porque não podem mudar de cidade, não podem se deslocar para Brasília, por exemplo, para assumir chefias maiores (…).”
Para Letícia Capellano, “o evento é muito importante para nós mulheres, Auditoras, é um espaço em que efetivamente poderemos discutir questões importantes inerentes à nossa atividade, à nossa evolução na carreira. Um fórum sério, focado, que contará com a participação de mulheres de toda a administração pública federal. Minha expectativa é a de que, em espaços como este, consigamos construir propostas que permitam alcançar soluções efetivas para além da instituição de comissões ou da menção da importância do assunto no mês de março, em que há o Dia Internacional da Mulher. Para tanto, é primordial que as Auditoras façam parte das discussões.”
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