O governo federal, ao recusar-se a abrir Mesa de Negociação com a Classe, causou grande distorção no funcionalismo. Isso porque os aposentados da Receita Federal, que não recebem valor do Bônus de Eficiência igual aos ativos, ficaram em desvantagem em relação às categorias que firmaram acordo para ajuste do vencimento básico.
Tal fato foi destacado pelo presidente da Unafisco Nacional, Auditor Fiscal Mauro Silva, durante o ato público realizado, no dia 31/7, em frente ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em Brasília/DF.
A justificativa do MGI para não em instalar Mesa de Negociação com os Auditores Fiscais, sobre o vencimento básico, é a de que acordo do Bônus de Eficiência, celebrado em março deste ano, teria encerrado as negociações com a Classe. No entanto, são situações completamente distintas. “Aquele termo encerrava um acordo de 2016 e não de 2024. Então, deixemos isso claro”, disse Mauro Silva.
Unafisco alerta MGI. O presidente da Unafisco ressaltou que a entidade já havia alertado o MGI sobre a possibilidade de ocorrer tal situação. “Estivemos algumas vezes frente a frente com o secretário Feijóo [secretário de Relações do Trabalho do MGI, José Lopez Feijóo] para tratar de diversos assuntos. Nessas ocasiões, o secretário sempre dizia que não deixariam ocorrer distorções. Ocorre que essa premissa, na dinâmica das negociações das outras mesas, foi desrespeitada.”
Mauro Silva acrescentou, durante sua fala, que a distorção causada pelo MGI em prejuízo aos Auditores Fiscais pode ser constatada na manifestação de representantes de outras categorias, beneficiadas pelo reajuste de seus vencimentos básicos.
“Muitos de nós recebemos mensagem do presidente de uma entidade, que por acaso é presidente do Fonacate, se orgulhando de que, ao final da negociação, pela primeira vez, a categoria dele de aposentados estaria numa situação melhor do que a dos Auditores. É a prova pré-constituída de que as negociações do MGI ampliaram as distorções.”
Há tempo para negociar. Ainda durante o ato, Mauro Silva refutou a alegação de que o governo não teria mais tempo, neste ano, para instalar Mesa de Negociação com os Auditores Fiscais.
“Eu quero deixar essas duas colaborações. Primeiro, não tem prazo esgotado. Há tempo suficiente para abrir a Mesa. E, segundo, que essas distorções [nos vencimentos básicos] foram causadas pelo próprio MGI.”

Diretoria Nacional em Brasília. A seguir, relação dos membros da Diretoria Nacional da Unafisco que participaram deste Ato Público, além de Mauro Silva. Estiveram presentes os Auditores Fiscais Pedro Delarue (secretário-geral); Agnaldo Neri (diretor-adjunto de Finanças e Contabilidade); Virgilio Fordelone Neto (Comunicação Social); Nicolau Gomes da Silva (diretor-adjunto de Comunicação Social) e Maria Carmen Fantini (diretora-adjunta de Convênios e Serviços).





